21.7.17

A clínica e a roupa

O que faz uma psicóloga interessar-se por roupas, pela moda e pelas práticas do vestir?
Como a roupa e a moda poderiam se atravessar na escuta clínica?
Não são perguntas simples...
Podemos começar pensando que todos estamos vestidos, desde os primórdios a roupa está presente em nossas vidas, em nossa e outras tantas culturas.

19.7.17

Sobre roupas, desamparo, psicanálise, Foucault

"Os recentes movimentos de liberação sofrem por não poderem encontrar nenhum princípio em que basear a elaboração de uma nova ética." Foucault, 1983

Foucault falava aqui sobre sexualidade. Mas poderia estar falando sobre o desampado ou mesmo sobre nossa relação com o consumo. 

A partir da possibilidade do aumento do consumo no nosso país a roupa ganhou muito mais espaço. Pouco se discute o impacto do consumo de moda da economia e muito menos na subjetividade.

Na clínica psicanalítica, na consultoria de estilo, nas ruas, notamos a dificuldade das pessoas em lidar com o modo como passaram a consumir. O consumo como resposta para angústias não resolve, não possibilita entender o que produz esse sofrimento. 

Olhar para nosso desampado, seja como for, é dar chance para a invenção de novos modos de vida que não passem somente pelo consumo; entre eles a roupa. 

A liberdade do consumo de moda pode ser tão engessadora como usar um uniforme. Tudo podemos vestir, mas como vestir ao meu modo? O sentido de ética aqui é encontrar em nossas experiencias no mundo (que incluem o próprio guarda-roupa) algo que nos toquem com ele. 

11.7.17

Vamos assumir a beleza do brechó?

O nome de um estabelecimento que troca e/ou vende itens usados é brick/brique ou brechó. Esse nome é uma corruptela de Belchior, nome de um mercador de usados no Rio de Janeiro (sem data precisa).
Acho estranho o receio de usar estes nomes. Sei que diversas pessoas trabalham para desmistificação dos tabus que envolvem o mercado. Porém várias outras fogem dos estereótipos sem se comprometerem com a mudança de paradigma.
Brechó é o negócio de roupas cujas práticas são sustentáveis em excelência. Não há nenhum outro tipo com tantas qualidade de reciclagem, ressignificação, geração de renda como ele.

É LINDO SER BRECHÓ! 

29.5.17

Compartilhando O trabalho de um percurso: DISSERTAÇÃO

Em 2014 entrei no tão sonhado mestrado e Psicologia Social Institucional da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Assim, por extenso pq sonho a gente não resume, né?

Foi assim, suado, cansativo, exaustivo, possível, compartilhado, dedicado, curioso, desafiador esse processo. Eu estava há 9 anos loonge da universidade e tudo era novo. Passou e, por mais que saiba dos problemas que não consegui contornar no texto, na pesquia, me orgulho dele. 

Agora ele pode ser baixado da biblioteca virtual virtual da Universidade no link.

O título? Brechó, brecha, break: produção de subjetividade pelas práticas do vestir no Brechó de Troca. 

E Brechó de Troca para mim é maiúsculo. Minha maior conquista profissional. 

Todos os feedback são bem vindos!!!!

27.5.17

Série História de Brechó, vol. 3 - GARIMPORS

Hoje é a vez de a MÕnica contar para a gente como resolveu e como leva até hoje o seu Garimpo RS. 

Bom dia Helena!!
desculpa a demora, mas não estava muito inspirada anteriormente.
Vou te contar como surgiu o Garimpo:

O Garimpo surgiu em abril de 2009 como um brechó on line. Mas antes disso eu já vendia algumas peças novas e usadas para amigas e colegas de trabalho. 
Certo dia, vi na internet, uma reportagem sobre os brechós virtuais e achei o máximo. Não pensei duas vezes e convidei minha irmã para participar comigo. Alguns dias depois pesquisei como criar um blog e na mesma semana estava no ar. Na época, haviam poucos brechós neste formato e a forma principal de divulgação era através da troca de links, onde cada brechó ajudava a divulgar o outro. Tenho clientes e amigas que fiz desde o início do brechó até hoje.

Ainda utilizo o blog como divulgação mas com o tempo, o Fan Page e o perfil do facebook passou a ser uma forma mais rápida e prática de venda e troca de peças! Lembro que por volta de 2010 /2011 surgiu no Face o grupo fechado Bazar de trocas da Estilo (revista Estilo), onde só eram permitidas trocas. Lá conheci muito gente legal, algumas que tenho contato até hoje e fiz ótimas trocas também. O Bazar existe até hoje, mas como nem tudo são flores, com o tempo começaram a aparecer as "golpistas", que não cumpriam com o combinado e enviavam peças rasgadas, sujas, etc. Uma pena!!! 

Em 2011 também, fui convidada para participar de uma matéria no caderno Caderno Donna da Zero HoraDonna da Zero Hora sobre a nova onda dos brechós, onde apareci na capa, o que trouxe muita visibilidade para o Garimpo. 




O Garimpo surgiu como uma forma de tornar nosso guarda-roupa mais sustentável, sempre procurando repassar somente peças em ótimas condições, novas ou usadas, muitas de grifes conhecidas, o que não é o mais importante, porém são peças que sabemos da qualidade envolvida. 

Hoje, adquiro a maioria das minhas peças em brechós, tanto virtuais / facebook / enjoei quanto em brechós físicos em Porto Alegre (hoje temos opções excelentes por aqui). Tento comprar novas peças com o valor que adquiro com as vendas no Garimpo, o que nem sempre é possível, porém hoje gasto muito menos em roupas e sapatos do que antes de ter o brechó e tenho peças maravilhosas, adquiridas a maioria com preço bem mais acessível através dos brechós e bazares. Para finalizar, o Garimpo nunca foi minha principal fonte de renda. Nestes 8 anos de brechó mudei algumas vezes de emprego e terminei minha faculdade, mas o brechó manteve-se firme, sempre como um hobby, mas também uma renda extra ;-) 

Obrigada pela oportunidade!!
E desculpa se me estendi muito mas hoje acabei me inspirando para contar a história do Garimpo! 

Em anexo alguns looks com peças de brechó (jaqueta verde ellus, calça jeans forum (2ª foto), blusa seda ateen e calça jeans Le lis blanc (1ª foto), vestido Antix e cinto Via Uno (3ª foto). 

abraços e sucesso!!

(A gente também deseja sucesso pra vc Mônica, e para mais projetos que envolvam passagem de roupas usadas...)

11.5.17

BRICK DE DESAPEGOS ESPECIAL

Neste domingo o Brick de Desapegos estará especial para mim. Estarei duplamente participando. Juntamente com Claudia Porcellis AristimunhaMarta Fadrique e Marilia Verissimo Veronese teremos a arara do Coletivo Brecholentas, moda circular e ressignificada. E com Babi Andrade da Casa da Traça e Lú Retrô do Brechó Retro haverá um bate-papo sobre mercado de brechós. Quer mais? Teeeem!! Faremos uma exposição de acervos!! Muita história, memória, moda sustentável, cultura de brechós!!




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